Qual arte marcial quer praticar?

Autor: Prof. Roberto de Oliveira - Faixa Preta 2º Dan

Qual arte marcial quer praticar?

Esta pergunta não surge em nossa mente estruturada desta forma, mas através de
questionamentos “como engordei?”, “Nossa estou sem fazer nada só trabalhando”, “se já
tivesse começado...” e por vai.
A escolha de uma arte marcial primeiramente passa por uma escolha maior , “qual atividade
física eu quero fazer?”.
Outro aspecto importante, também é o objetivo que te motiva a praticar uma “luta”, muitos
antes de conhecer alguma arte, pensam na violência como poderia bater no agressor até não
querer mais, outros sonham com questões filosóficas ligadas a arte marcial.
Bom, primeiramente a pessoa interessada em arte marcial, deverá descobrir se gosta deste
tipo de atividade, de repente um outro esporte a satisfará melhor. Segundo conhecer
pesquisar e participar de aulas experimentais, estas aulas podemos chamar de prova 3D, você
conhece, assiste e participar de uma sentindo a experiência do pisar em um tatame , ouvir os
comandos, o cheiro da academia, a forma como os praticantes se tratam, o horário, o que
passam de conhecimento teórico (cultura daquela arte).
A partir dai, o interessado terá uma noção clara do que se trata e quais são os objetivos daquela
arte.
Por falar nisso, a idea principal da maioria das artes marciais que conheço, é a melhora do
individuo, pois praticando uma arte marcial, o praticante alcança o autoconhecimento. O que
seria este autoconhecimento? Seria consciência de suas limitações corporais, seu equilíbrio
emocional, passando pelo medo, raiva dor....
Para cada graduação o praticante conhece mais sobre determinação, perseverança, aprende a
importância da disciplina e hierarquia.
Neste contexto, muitos mudam em relação ao trato com as pessoas, consigo mesmo e
principalmente em relação à violência, deixando de lado aquela ideia de querer resolver as
coisas na agressão física, permitam-me usar o termo “na porrada”.
No meu caminho (DO) no Tae Kwon Do, um amigo meu e mestre coreano Ha Kyon Soon numa
das nossas conversas filosóficas me disse:
“O Tae Kwon Do está preparando para a não guerra, mas se ela acontecer não foi criado por
ele.”

Prof. Roberto Oliveira


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